TRAVESSIA
Meu passo lento.
Minha voz na voz do vento.
Vai em forma de canção.
Vai falar ao teu coração.
Sou eu, amor.
A que te chegou em forma de flor.
A que te tocou com seu caminho de dor.
Estive atravessando um deserto.
Morria de sede, de calor.
Meu oásis!
Eu te encontrei.
Quando quase sucumbia.
Quando morria.
Me estendeste a mão.
Cai no teu colo bom.
Fui me despindo da couraça.
Mostrando minha desgraça.
E tu?
Tu me acolheste.
Me sorriste.
Descobri-me na tua essência.
De fatos antigos tomei consciência.
Era te buscando e me purificando que atravessava os desertos.
Se meus passos foram incertos?
Não. Era pura expurgação e era também construção.
E acima de tudo uma busca.
Sim. Eu te buscava porque a luz do teu farol nunca se apagou no meu ser.
Acontecia, porém, que eu precisava passar pelo sofrer...
E um dia te encontrar.
Na verdade foi um reencontro.
Um reencontro em teu olhar.
Meu passo lento.
Minha voz na voz do vento.
Vai em forma de canção.
Vai falar ao teu coração.
Sou eu, amor.
A que te chegou em forma de flor.
A que te tocou com seu caminho de dor.
Estive atravessando um deserto.
Morria de sede, de calor.
Meu oásis!
Eu te encontrei.
Quando quase sucumbia.
Quando morria.
Me estendeste a mão.
Cai no teu colo bom.
Fui me despindo da couraça.
Mostrando minha desgraça.
E tu?
Tu me acolheste.
Me sorriste.
Descobri-me na tua essência.
De fatos antigos tomei consciência.
Era te buscando e me purificando que atravessava os desertos.
Se meus passos foram incertos?
Não. Era pura expurgação e era também construção.
E acima de tudo uma busca.
Sim. Eu te buscava porque a luz do teu farol nunca se apagou no meu ser.
Acontecia, porém, que eu precisava passar pelo sofrer...
E um dia te encontrar.
Na verdade foi um reencontro.
Um reencontro em teu olhar.
sonia delsin


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