MINHA BOCA AINDA QUER
Minha boca ainda quer.
Sei que preciso esquecer o gosto de seu beijo.
Esquecer a sensação de estar nos seus braços.
Nossos abraços...
Nas noites frias bastava encostar o corpo um no
outro pra esquentar.
O frio ia embora e a vontade era continuar.
Nossos corpos sempre se adoraram.
Nossas mãos nunca entenderam a distância.
Acordávamos nas madrugadas e nos buscávamos.
E, no entanto, nós, que como dois gatos dormíamos
enroscados...
Nós que não entendíamos a vida se não estivéssemos
grudados.
Hoje estamos separados.
sonia delsin


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