MENTIRAS?
Foram mentirosas tuas juras?
Teus olhares, teu beijos?
Quando me apertavas nos braços cheio de
desejos...
Ah, eu me entregava...
Eu acreditava.
Como não acreditar?
Se em labaredas eras capaz de me transformar?
Como não me entregar?
A umas mãos que sabiam me tocar.
Como recusar uma boca que me deixava louca?
Tão pouco restou.
Um sorriso num álbum que ficou.
Um álbum que eu sou incapaz de abrir.
Sei que o sorriso que está ali petrificado
faz parte do passado.
Mentiras?
Foram mentirosos todos os gestos?
Tudo?
Se foi não vejo sentido em ter te conhecido
um dia.
Porque por tanto tempo me deste tanta
alegria.
sonia delsin


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